Salvor vs Google Family Link: quando o gratuito não é suficiente
O Google Family Link é a solução de controle parental do Google — gratuita, integrada ao ecossistema Android e amplamente usada por famílias brasileiras. Para muitas situações, é um excelente ponto de partida. Mas tem limitações estruturais que importam na hora de escolher.
O que é o Google Family Link
Lançado em 2017, o Family Link permite que pais criem contas Google supervisionadas para filhos menores de 13 anos (ou configurem supervisão para adolescentes de 13 a 17 anos com o consentimento deles). Funciona em dispositivos Android com conta Google e tem funcionalidade limitada em iOS.
Preço
O Family Link é completamente gratuito. O Salvor tem planos a partir de R$ 14,90/mês. Esse é o ponto mais importante a favor do Family Link: para famílias com orçamento limitado e dispositivos Android, é uma opção real sem custo.
Plataformas: a limitação mais crítica
O Family Link funciona bem em Android e Chromebook. Em iOS, as funcionalidades são muito limitadas — apenas gerenciamento de tempo de tela básico, sem bloqueio de categorias por conteúdo. Em Windows, o Family Link não funciona; existe o Microsoft Family Safety (separado) para essa plataforma. Em famílias com dispositivos mistos — um filho com iPhone, outro com Android — o Family Link não oferece uma solução unificada.
O Salvor tem uma única plataforma de gestão para Android, iOS e Windows.
Bloqueio de conteúdo: a diferença mais relevante
O Family Link permite aprovar ou bloquear apps da Play Store, definir limites de tempo por app e bloquear sites específicos ou categorias via SafeSearch. O que ele não faz: bloqueio de VPN como categoria, resistência a circumvenção técnica, e bloqueio de categorias por domínio em apps de navegação que não usam o Chrome.
Um adolescente com familiaridade técnica básica — instalar um app de VPN de terceiros, por exemplo — pode contornar o Family Link com relativa facilidade. O bloqueio opera a nível de conta Google, não a nível de sistema operacional.
O que acontece quando o filho completa 13 anos
Esse é um ponto específico do Family Link: quando o filho completa 13 anos, a conta Google supervisionada pode ser convertida em conta comum, com controle do próprio adolescente. Os pais precisam recadastrar a supervisão, e o adolescente tem mais facilidade de remover o controle. A SBP recomenda supervisão ativa até os 18 anos — o Family Link não foi projetado para isso.
Quando escolher cada um
O Family Link faz sentido para crianças menores de 10 anos em dispositivos Android com conta Google, onde o foco é limitar tempo de uso e aprovar apps. Para famílias com iOS ou Windows, ou cujo filho já tem mais de 10 anos e familiaridade com tecnologia, o Family Link começa a mostrar suas limitações. O Salvor foi desenhado especificamente para o cenário em que o filho já sabe o que é uma VPN.
Fontes: Google Family Link — documentação oficial (support.google.com/families); análise técnica de bloqueio (VpnService vs. conta Google); SBP — Manual de Orientação sobre Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital (2023).